O ala-pivô do Denver Nuggets, Chris “Birdman” Andersen, foi submetido a uma ressonância magnética em seu joelho direito um dia após a partida frente ao Toronto Raptors, mas nada foi constatado.
Birdman vem sofrendo com uma tendinite patelar nas últimas semanas, o que não o vem impedindo de jogar mas pelo contrário, seu rendimento vem crescendo nas últimas partidas devido a retomada da melhor forma física. Ainda assim, a contusão incomoda bastante e a ressonância foi feita para decidir qual procedimento tomar a partir dali.
Todavia, o Dr. Steve Traina disse que o teste não revelou nenhum dano estrutural e o camisa 11 está liberado para continuar em ação, estando disponível para a partida de amanhã frente ao Los Angeles Clippers.
Ele é listado como dia-a-dia e possui médias de 5,1 pontos, 7,0 rebotes e 1,3 bloqueios nesta temporada.
Denver Nuggets quase cai na armadilha do Toronto Raptors, mas com agressividade na defesa a partir do segundo tempo,dá show e vence partida com pontuação elevada.
Na batalha das tranças, Nenê levou a melhor
Pareciam os anos 80, onde o lendário Doug Moe aderia o run and gun (sistema de jogo que aposta na velocidade, com o objetivo de arremessar a bola no menor tempo possível) a franquia. O Toronto Raptors do treinador Jay Triano, que também parece ser adepto do sistema, logo desenvolveu sua velocidade, e o Nuggets, que parecia desleixado graças a inerme atuação do armador Chauncey Billups – o armador obteve apenas 2 pontos e 2 assistências no primeiro tempo de partida -, apenas via franquia canadense abrir 20 a 9 logo no início.
Com a entrada de Lawson no lugar do Mr. Big Shot, J.R. Smith no lugar de Afflalo, Balkman no lugar de Martin e Andersen no lugar de Nenê, o treinador George Karl resolveu implantar o mesmo estilo, e liderado por Melo, que marcava incríveis 16 pontos logo no primeiro quarto, o Nuggets equilibrava as ações e terminava o primeiro período apenas um único ponto atrás do marcador, 29 a 28.
Porém, jogar em função do adversário nunca é o ideal, e mesmo sem Hedo Turkoglu, o Raptors conseguiu segurar o ímpeto no Pepsi Center no segundo período, onde seguia dominando o marcador, embora por poucos tentos. O armador Jarret Jack, o pivô Andrea Bargnani – que abusava das bolas de longa distância e sempre com pouca marcação -, além de Marco Bellineli e Sonny Weems (sim, o ex-calouro de Denver), eram os grandes responsáveis pela manutenção do placar.
Chris Bosh estava tímido na partida graças a uma noite que viria a ser brilhante para o pivô brasileiro Nenê Hilario, arremessando apenas 5 bolas no primeiro tempo, convertendo 3. Nenê voltou a ter a explosão física de outros tempos, que ainda não se via neste início de season, e mostrou porque é um dos, senão o melhor marcador individual de garrafão da Liga.
Pelo lado do Nuggets, J.R. Smith entrou no segundo período com a mão mais quente do que nunca, e acertou incríveis bolas dos 3 pontos (foram 3 em sequência), e mesmo com Melo no banco, o Nuggets sempre na velocidade, se mantinha encostado no marcador.
Entretanto, J.R. perdeu o ritmo, e o Raptors deslanchou no marcador, abrindo 8 pontos (50-42). Mas Melo voltaria no lugar do camisa 5 e conseguia fazer a equipe reagir no marcador. Melo infiltrava com propriedade e ainda distribuía assistências incríveis para Nenê, que sempre aparecia no garrafão em condições de finalizar. Com o show do nosso franchise player, a equipe reagiu e a partida foi para o intervalo empatada em 64 a 64. Billups continuava apagado.
Como Karl havia dito antes da partida, a equipe focaria a marcação nos homens de garrafão do Raptors, porém, o perímetro ficou totalmente exposto, e de nada adiantava o que estava acontecendo. A equipe novamente precisava mostrar a agressividade defensiva e a rápida transição para o ataque, para que a torcida presente no Pepsi Center se incendiasse e o adversário jogasse em função de nossas ações.
“Nós nos unimos no intervalo e dissemos um ao outro que não queríamos jogar daquela forma. Esse é o jogo deles” afirmou Melo, sobre o que acontecia na partida até o momento.
Na volta dos vestiários, a partida foi outra. Um Nuggets agressivo, ágil e dinâmico, não deixou com que o Raptors respirasse, sendo facilmente dominado. Nenê e Birdman foram brilhantes na defesa, Billups finalmente deu as caras e mostrou porque a equipe é tão dependente de suas atuações, distribuindo 8 assistências, e o Nuggets abriu larga vantagem e venceu a partida sem mais problemas, por 130 a 112.
Com este placar elevado, a equipe de Doug Moe só poderia mesmo ser relembrada:
“ Como um daqueles jogos de Doug Moe, hein”, afirmou Melo, após a partida.
Motivos para sorrir não faltaram a Melo na noite de ontem
Melo que mostrou força e velocidade, raça na defesa, e estrelismo no ataque, fazendo novamente pontos de tudo quanto é forma e terminando a partida com singulares 32 pontos em apenas 30 minutos (ele não atuou no último período, assim como a maioria dos titulares), com aproveitamento impressionante de 12 em 15 arremessos. Mas espere aí… Ele não havia perdido o treino na manhã da partida devido a uma enxaqueca? Que Melo tenha a mesma dor em todos os jogos:
“É engraçado que eu ainda estou sentindo (a enxaqueca). Se você já teve uma, sabe que ela não vai embora logo, ela fica por ali. Houve alguns pontos no início do jogo em que eu senti e outros pontos em que não senti. Aí eu fui acertado na cabeça duas vezes e isso a trouxe de volta com força. Mas minhas pernas estavam funcionando e enquanto eu pudesse correr em quadra, estaria bem” comentou o ala, a respeito do mal estar.
Se a partida lembrara os tempos de Doug Moe, como não recordar o nome do maior ícone da história do Nuggets, que era o franchise player naquela época. É, mas por coincidência, Alex English estava no Pepsi Center nesta noite, já que é um dos assistentes técnicos do Raptors. O ex-jogador comentou a atuação do atual ídolo da franquia:
“O fato dele pontuar lembra de mim. Nós éramos talentos diferentes. Ele tem um corpo mais forte, ele é um chutador dos 3 pontos, ele pode infiltrar para a cesta. Ele tem um pouco mais de velocidade do que eu. Só de olhar, ele parece mais forte do que nunca. Ele parece confiante” disse English, sem poupar elogios a Melo.
Engraçado é que o mesmo English registrara a maior pontuação da história do Nuggets em média numa temporada da Liga, em 1986, com 29,9 pontos em média. Em onze partidas até aqui nesta temporada, Melo registra os mesmos 29,9 pontos por confronto.
Voltando a noite de ontem, ainda houve tempo para J.R. como sempre entrar no calor da galera, fazer mais deslumbrantes jogadas e terminar a partida com 29 pontos em apenas 21 minutos. O ala-armador acertou 11 de seus 17 arremessos, contando com 5 em 9 chutes dos 3 pontos.
“J.R. faz coisas incríveis” disse o treinador George Karl, sobre a atuação do sexto homem da equipe.
Mas provavelmente o grande destaque individual da partida foi Nenê Hilario. O pivô de 2,11 metros somou números sensacionais, quase conseguindo um dos feitos mais almejáveis na Liga, talvez mais do que um Triple Double. Ele conseguiu 20 pontos, 10 rebotes, 5 assistências, 4 bloqueios e 4 roubos de bola, ficando peto de um “five-by-five”, que nada mais é do que somar 5 realizações em 5 fundamentos diferentes, feito só alcançado 14 vezes em toda história da Liga, sendo apenas 9 em tempo regulamentar. Karl abdicou Nenê de conseguir tal feito já que a partida estava decidida. Todos sabemos que Karl não gosta de nada relacionado ao individualismo.
Nenê ainda reduziu o All-Star Chris Bosh a apenas 13 pontos, longe dos 27,7 em média que detinha até então. O camisa 4 do Raptors ficou tão nervoso, que ainda sofreu uma falta técnica, por bater raivoso a bola contra o chão.
“Você não consegue manter Bosh sob controle sem ter consciência defensiva. Ele tem sido incrível” comentou Karl sobre o ala-pivô.
Karl talvez tenha que recorrer ao salvador da pátria
O Denver Nuggets volta ao Pepsi Center hoje a noite para enfrentar o Toronto Raptors, porém, com inúmeros problemas na equipe.
Equipe esta que voltou a ter um treinamento tático depois de toda a turnê pelo Leste:
“Nós praticamos por duas vezes em cerca de 16 dias, temos um longo caminho a percorrer. Nós realmente não sabemos como é nossa rotação, quanto cada um vai jogar. Em algum ponto saberemos” comentou o armador Chauncey Billups.
Mas quando o calendário finalmente propicia tempo, os problemas de contusão apareceram e os trabalhos ficaram prejudicados, entretanto, isto não deve se estender para a partida de logo mais.
Apenas Anthony Carter, que é listado como dia-a-dia com uma lesão crônica no quadril que já o tinha tirado de quatro partidas na última temporada e já o deixou de fora contra o Los Angeles Lakers, deve ficar de fora. O armador não quis comentar sobre seu estado.
Os outros quatro jogadores, mesmo debilitados, devem atuar na partida de hoje, são eles: Carmelo Anthony, Kenyon Martin, Ty Lawson e Chris Andersen.
Melo poderá ter problemas para encontrar seu melhor basquete hoje...
Melo perdeu o treinamento de arremessos hoje pela manhã devido a uma forte enxaqueca, mas de acordo com o treinador George Karl, estará em quadra.
Martin ainda com o problema na tíbia da perna esquerda que já perdura mais de uma semana, não vem treinando, mas é inflexível quando questionado se ficará de fora da equipe:
“Eu estou indo jogar, minha equipe precisa de mim” disse o ala-pivô.
De acordo com Karl, o camisa 4 será encarregado de marcar Andre Bargnani na partida, italiano que vem com boas médias 19,5 pontos por partida nesta temporada. O All-Star Chris Bosh será guardado de perto pelo brasileiro Nenê Hilario.
“Sem dúvida nenhuma nossa primeira prioridade será controlarmos Chris Bosh” comentou Karl em entrevista.
O novato armador Ty Lawson, sofreu uma leve contratura na panturrilha esquerda, e só treinou arremessos nos últimos dias, evitando os treinos de movimentação. Todavia o camisa 3 afirmou que “vai dar tudo certo”, e estará em quadra.
Já o Birdman vem lidando com uma tendinite no joelho direito, e que persiste por vários dias, porém não o impediu da grande exibição que fez contra o Lakers, onde marcou 8 pontos, coletou 11 rebotes e distribuiu 1 bloqueio.
Birdman será muito importante em quadra, pois George Karl, mesmo que tenha dito que não analisou a fundo o adversário, explicou que o Raptors tem um dos melhores ataques da Liga, e que a defesa no garrafão, mais precisamente em Bargnani e Bosh, será a chave para a vitória.
“Eles em pontuação por posse, talvez estejam entre os cinco primeiros na Liga. Bosh está tendo um ano incrível, suas jogadas estão saindo com alta eficácia”, comentou Karl, que quanto ao italiano, disse, “Quando você tem um homem de 7 pés que pode arremessar ou infiltrar fazendo boas decisões em ambos, é muito importante” completou.
A partida será transmitida ao vivo, pelo portal brasileiro Terra, a partir das 00:00 horas (horário de Brasília).
Denver Nuggets joga com energia e agressividade que o marca, faz o melhor período defensivo de sua história, e massacra o Los Angeles Lakers dentro do Pepsi Center.
Nada como vencer a melhor equipe do Oeste...
A equipe voltou a forçar o jogo, Afflalo e Nenê voltaram a se movimentar, e o poder ofensivo do Nuggets não ficou mais preso a apenas Chauncey Billups e Carmelo Anthony.
Apostando numa marcação dupla em Andrew Bynum, o Lakers começou a partida na frente, abrindo 8 a 0, com bolas de 3 de Ron Artest e Lamar Odom, e como em toda a partida, dominando os rebotes.
Porém, apesar não estar bem nos arremessos, Billups distribuía muito bem a bola, aproveitando a movimentação de Afflalo, as infiltrações de Melo em cima de uma deficiente defesa do Lakers,e a mobilidade de Nenê em cima de Bynum. Assim, o Nuggets ficaria pela primeira a vez a frente do placar, com 19 a 18, a pouco mais de quatro minutos do fim do período.
Porém, Melo sofreu com problemas de faltas durante o final do primeiro quarto até o intervalo (Melo fez apenas 7 pontos no primeiro tempo, em poucos 5 arremessos), e o Nuggets sem sua maior estrela e com Chauncey Billups mal nos arremessos, estava em situação difícil.
Mas o Nuggets conseguiu se manter a frente do placar, com a marcação impressionante de Arron Afflalo sobre Kobe Bryant, além das boas entradas de Chris Andersen, Ty Lawson e J.R. Smith.
Birdman que fora de forma, pouco havia se destacado nos primeiros jogos, não fazendo sombra aquele energético e contagiante ala-pivô. Sua média de bloqueios, que tanto impressionou na última temporada (2,5 a cada jogo), nesta temporada ainda é de apenas 1,2 por partida, mas pode-se afirmar que ele está de volta, seu trabalho defensivo em cima de Bynum foi excelente, além de mostrar mais uma vez, que tem bons recursos ofensivos. O camisa 11 saiu de quadra com 8 pontos, 11 rebotes e 1 bloqueio.
J.R. saiu para o intervalo com 9 pontos, Lawson com 8 pontos e 4 assistências, e o Nuggets terminava o primeiro tempo a frente, 58 a 56, mesmo sem o brilhantismo de Melo e Billups. Era o sinal que mostrava como a equipe estava bem em quadra, e a partir do momento, que ambos entrassem no jogo, o jogo poderia se decidir.
Na volta do intervalo, o Nuggets mostrou que vem com tudo nesta temporada.
Kobe pensando como parar Afflalo na próxima partida
Kobe Bryant, que havia marcado 19 pontos no primeiro tempo, e tinha mais de 33 pontos por partida na temporada, foi incrivelmente anulado no segundo tempo. Por quem? Por um impressionante Arron Afflalo, que na marcação de Kobe, reduziu o melhor jogador da Liga a apenas 20% nos arremessos (2-10). Veja os matchups contra Kobe na partida:
Kobe em toda partida: 7-17 nos FG
vs Afflalo: 2-10
vs J.R. Smith: 4-5
vs Andersen: 1-1
vs Melo: 0-1
Com essa prova, o ex-jogador do Detroit Pistons mostra que pode não só substituir Dahntay Jones na posição, como com mais qualidade. O ala saiu de quadra com 8 pontos, 3 rebotes, 1 roubo em 33 minutos, e Kobe, saiu do segundo tempo zerado em pontos, algo que não acontecia desde 11 de abril de 2004.
Sem poder contar com sua maior estrela, o Lakers sucumbiu no ataque, Ron Artest não conseguiu segurar as pontas, Bynum foi surpreendido pela marcação de Kenyon Martin, e apenas chutando de longa distância, o Lakers ficou perto de seu pior quarto em pontos da história, marcando apenas 8 pontos (Em 1977, o Lakers faria apenas 6 pontos contra o Chicago Bulls).
Tomar apenas 8 pontos, foi um feito que jamais tinha acontecido coma a equipe na defesa, e jamais no período de George Karl no comando da equipe, algo realmente marcante:
“Eu acho que foi o melhor quarto que vi nosso time jogar contra uma equipe especial, talvez desde que estou em Denver. Estávamos intensos, focados, disciplinados, e a ofensiva recompensou a defesa, convertendo os contra-ataques” disse Karl, no comando da equipe desde a temporada 2004-05.
“Eles acabaram com a gente. Não sei se, com o Pau em quadra, teria feito diferença. Eles jogaram extremamente bem”, comentou Kobe Bryant, falando a respeito da não presença do ala-pivô Pau Gasol em quadra, grande destaque da franquia.
“Ninguém apareceu e jogou bola no segundo tempo. Nós acabamos tentando arremessos longos e entregando a bola no começo do terceiro quarto. Este é o resultado”, explicou Phil Jackson após a partida, nervoso com a ineficiência sua equipe.
“Limitar um time como esse a oito pontos no terceiro quarto? Fizemos algo incrível naquele terceiro período”, afirmou Melo, que foi o cestinha da partida com 25 pontos, além de coletar 4 rebotes, interceptar 3 passes, e acertar 11 de seus 20 arremessos.
Melo que foi o grande destaque do terceiro período, fazendo 12 pontos, e liderando os contra-ataques da equipe, sendo ao todo, 7 jogadas convertidas em contra-ataque apenas no terceiro período.
Depois Smith entrava no lugar de Afflalo, e com 2 bolas dos 3 pontos em sequência, o III (referência a seu nome) dava fim a qualquer reação do Lakers na partida, encerrando o período em 29 a 8 pro Nuggets, e 87 a 64 no placar.
Earl Smith III ou J.R., que vem voltando a seu ritmo de jogo, conseguiu novamente superar sua maior pontuação anterior, somando 20 pontos, acertando 4 em 10 arremessos dos 3 pontos. Porém, além de distribuir melhor o jogo, o camisa 5 vem se destacando na defesa, isso… na defesa!
“E em todos os três jogos, JR provavelmente foi tão bom defensivamente como ofensivamente, ou até melhor”, disse o treinador George Karl, do agora querido ala-armador.
Com a partida encerrada, Ty Lawson ainda tratou de premiar todos que ainda permaneceram no ginásio, com uma das maiores enterradas da temporada, executando a jogada em cima dos grandalhões DJ Mbenga e Josh Powell.
Assim, a festa estava completa, e o Nuggets com os reservas em quadra, só administrou a vantagem, e fechou o jogo em 105 a 79.
O ala e franchise player do Denver Nuggets, Carmelo Anthony, reclamou ontem, após a derrota frente o Milwaukee Bucks, que constantemente vem sofrendo faltas no garrafão, e que os juízes não estão marcando, preferindo anotar bloqueios aos seus marcadores.
Nosso franchise player vem fazendo o que lhe sempre foi pedido para que seu jogo renda ao máximo. Ele está atacando a cesta a todo instante, e mais uma vez, ele foi muito a linha de lance livre.
Ontem foram mais 14, onde converteu todos, mas em todas as partidas, principalmente na turnê pelo Leste, Melo vem sofrendo em suas infiltrações, levando inúmeros bloqueios.
Nas últimas três partidas, Melo foi bloqueado 4,5 e 4 vezes respectivamente, o que antes não passava de 2 por jogo. Talvez pelo cansaço das viagens, talvez por culpa dos juízes, mas talvez ele esteja trabalhando mal.
“Ir para a linha é um peso para mim, esse é meu jogo, atacando a cesta. Eu tenho 14 lances livres, mas isso é sofrer apenas 7 faltas, tenho certeza que sofri no mínimo o dobro disso. Mas não posso chorar sobre o leite derramado, temos de estar prontos para o Lakers na sexta-feira” disse o ala.
O treinador George Karl disse que Melo precisa se adequar a esse estilo, a fim de não prejudicar seu jogo, principalmente seu aproveitamento nos arremessos. Na partida, Melo estava com aproveitamento de 9-19, quando sofreu inúmeras intervenções nos últimos minutos no garrafão, o que acabou com ele desperdiçando seis arremessos.
“Acho que Melo está muito frustrado com que é e o que não é falta. Agora nós temos um dia para olhar os filmes, analisar as jogadas e talvez obter interpretações para que ele tenha a sensação do que ele precisa fazer para não sentir que está sendo martelado e não recebendo as faltas” explica o ancião.
Denver Nuggets não impõe seu jogo, e de tanto arrastar a partida, acaba perdendo para o Milwaukee Bucks,com show de Brandon Jennings, em mais um back-to-back pelo Leste.
Nenê parecia cego no garrafão...
A equipe parecia cansada com a série de jogos seguidos em apenas 10 dias, e ainda mais ontem, já que a equipe voltou à quadra em Milwaukee menos de 24 horas depois da tensa e emocionante partida frente ao Chicago Bulls.
Parecia um jogo em câmera lenta.
O Nuggets não mostrou agressividade na defesa, quanto menos no ataque, onde as movimentações ofensivas não aconteceram. Afflalo parecia preso e desentrosado, e as jogadas ofensivas dependiam apenas de jogadas individuais de Carmelo Anthony e Chauncey Billups.
Resultado, no ataque o Nuggets converteu apenas 39% dos arremessos, e na defesa, Jennings abusou da velocidade, Bogut dominou o garrafão, e nos rebotes, foram 46 para os mandantes, e apenas 37 pra franquia do Colorado, pois tanto Nenê, quanto Martin, mostravam estar sem energia alguma.
Bogut abusou de sua refinada técnica, marcou 23 pontos, acertando 10 em 15 arremessos, coletou 10 rebotes, e ainda distribuiu 10 bloqueios.
Mas o grande destaque da partida, foi o armador novato Brandon Jennings. Ele conseguiu a maior pontuação da carreira, com 32 pontos, sendo 14 no último período, mostrando personalidade e estrelismo, dando indícios que poderá ser um astro no futuro, caso não tenha problemas fora das quadras, como já mostrou ter.
Jennings foi sensacional...
O camisa 3 do Bucks ainda acertou duas cruciais bolas de 3 em cima de Chancey Billups, quando o Nuggets estava reagindo no final da partida, além de mostrar ainda mais frieza quando converteu todos os lances livres no último e decisivo minuto.
Com uma atuação tão sólida e impressionante, o jogador parece o maior candidato ao prêmio de novato do ano, ao fim da temporada. Billups, que já passa dos 33 anos, é ótima referência para elogiar o armador:
“Dê crédito a ele. Ele chamou a responsabilidade e acertou algumas cestas muito importantes. Ele foi ótimo a noite toda. Isso, para mim, é algo além do resultado. Se você tem a maior confiança, então pode acertar aqueles arremessos. Ele foi impressionante”, disse o Mr. Big Shot.
Falando em Billups, ao lado de Carmelo Anthony, começou muito bem a partida, acertando as jogadas e deixando o Nuggets pouco a frente no placar. Porém com o tempo, com a equipe dependendo apenas da habilidade de ambos para se manter viva, o cansaço chegou, a marcação apertou, e os dois saíram com um aproveitamento nos arremessos muito baixo.
Billups mostrou estar calibrado nas bolas de 3 pontos, e em suas infiltrações, porém, mesmo assim saiu com 6-16 nos arremessos de quadra, sendo 3 em 8 dos 3 pontos, marcando 19 pontos. O camisa 1 ainda distribuiu 5 assistências.
Melo que ficou boa parte da partida, acima dos 50%, não passou de 9 acertos em 25 tentados, mesmo assim, outra vez passou dos trinta pontos, atingindo 32. Porém, o camisa 15 novamente levou mais de 3 bloqueios numa partida, o que não parece ser digno de um All-Star.
Nosso franchise player vem fazendo o que lhe sempre foi pedido para que seu jogo renda ao máximo. Ele está atacando a cesta a todo instante, e mais uma vez, ele foi muito a linha de lance livre.
Ontem foram mais 14, onde converteu todos, mas em todas as partidas, principalmente na turnê pelo Leste, Melo vem sofrendo em suas infiltrações, levando inúmeros bloqueios. Talvez pelo cansaço das viagens, talvez por culpa dos juízes, mas talvez ele esteja trabalhando mal.
“Ir para a linha é um peso para mim, esse é meu jogo, atacando a cesta. Eu tenho 14 lances livres, mas isso é sofrer apenas 7 faltas, tenho certeza que sofri no mínimo o dobro disso. Mas não posso chorar sobre o leite derramado, temos de estar prontos para o Lakers na sexta-feira” disse o ala.
Com Billups, Afflalo e Melo no perímetro, o jogo estava lento, e o Nuggets ao fim do terceiro período estava sucumbindo frente ao Bucks. Foi aí que entraram Ty Lawson e J.R. Smith em quadra.
J.R. jogou muito bem, principalmente por se tratar de sua segunda partida na temporada. Ele marcou 18 pontos, incluindo a bola de 3 pontos, que ainda deu esperanças a equipe, com 22,5 segundos pro final, deixando o placar em 102 a 100.
“Nós não queremos colocar muita pressão sobre ele, mas ele é um dos nossos principais pontuadores nós dependemos dele. Eu pensei que hoje ele fez alguns avanços”, disse Billups, sobre a atuação do ala-armador.
Lawson e Smith deram a movimentação que faltava a equipe, e o placar que estava 84 a 72 para o Bucks, chegou a ficar em apenas 90 a 88, quando Lawson errou uma infiltração no contra-ataque, que empataria o jogo, e poderia dar a moral para vencer a partida.
Billups ainda tentou deixar o Nuggets no jogo com suas bolas de 3 pontos, mas Jennings foi brilhante, e a derrota por 108 a 102 foi inevitável. Foi à terceira derrota do Nuggets nos últimos quatro confrontos, mesmo no Leste, e em jogos seguidos.
Billups não ficou satisfeito com a campanha da equipe na viagem pela conferência contrária, embora na classificação, um 6-3 neste momento seja muito bom:
“Isso é provavelmente muito bom para um time decente ou uma equipe tentando chegar nos playoffs, mas para nós, eu não acho que é bom suficiente, para ser honesto. Estava esperando por 4-2 na pior das hipóteses, talvez um 5-1”, disse o armador, sobre o 3-3 conseguido pelo Nuggets.
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Destaques
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Denver Nuggets
Carmelo Anthony: 32 pontos, 10 rebotes, 14-14 nos lances livres, 9-25 nos FG, 4 bloqueios levados
Kenyon Martin retorna, Denver Nuggets defende com maestria, e após final dramático,fica com a vitória apenas no “foto finish”.
Agredeça Billups, seja lá pra quem for...
Restavam apenas 0,3 segundos de partida. O Denver Nuggets parecia estar com as vitórias nas mãos. Mas em lance incrível, o pivô Brad Miller, dos mais técnicos da Liga, mal segura bola, gira e arremessa contra o cesta, e incrivelmente a bola cai.
Parecia improvável que Miller conseguisse completar tal jogada com o mínimo de tempo, e de fato, isso se confirmou, porém, após quase quatro minutos de análise dos juízes.
“Eu estava em pé ao redor rindo de toda essa reação. Eles estavam dançando e ficando loucos. Foi engraçado ver a mudança em seus rostos com tempo que levou (para os árbitros decidirem). Esse foi em grande final, foi divertido” comentou Billups sobre o angustiante momento.
Todos no United Center pareciam eufóricos, o sistema de som já tocava a música “Another One Bits The Dust”, do grupo Queen, que em português seria algo como… “mais um come poeira”.
Então os juízes declaram que quando as luzes da tabela acenderam e a sirene tocou, a bola ainda estava na ponta dos dedos de Brad Miller, além do cronômetro estar decorrendo somente após a bola estar em jogo.
Foi uma vitória fora de casa, sofrida, que volta a impulsionar o Nuggets na competição, após dois reveses seguidos nos últimos confrontos, colocando o Denver Nuggets em terceiro no Oeste, atrás apenas de Phoenix Suns e Los Angeles Lakers, e na liderança da divisão Noroeste.
Mas além do resultado memorável, outros fatos e feitos marcarão esta partida. Carmelo Anthony, cestinha da franquia do Colorado com 20 pontos, ultrapassou a marca de 11.000 pontos já em sua carreira.
Já o treinador Georgo Karl chegou a nada mais, nada menos do que sua 939ª vitória na carreira, agora sendo o oitavo treinador com mais vitórias na história, ultrapassando o lendário Red Auerbach, ex- treinador do Boston Celtics.
“Não há nenhuma questão, eu nunca, nunca pensei que chegaria a esse feito. Lembro-me do meu início de carreira, pensando que 250 seria bom. Eu poderia me aposentar empatado com ele” afirma o treinador, que em breve deve passar Bill Fitch (944 vitórias), assumindo a 7ª colocação.
Sobre a partida, o Nuggets, com Kenyon Martin de volta, e Arron Afflalo na equipe titular, a equipe vai encontrando a melhor formação. Os jogadores voltaram a atuar com extrema agressividade defensiva, conseguindo coletar os rebotes, e restringindo o Bulls a apenas 89 pontos.
É o Nuggets invicto com Kenyon Martin!
Martin voltou ainda sentindo a contusão na perna esquerda, mas jogou com a energia que o marca, sem se poupar ou se preocupar com a lesão. O ala-pivô marcou 15 pontos, coletou 10 rebotes, e ainda efetuou 15 arremessos, acertando 7. Seu companheiro de garrafão, Nenê Hilario também conseguiu um double-double com pontos e rebotes. Foram 11 pontos e 12 rebotes para o brasileiro.
Arron Afflalo, com a volta de J.R. Smith, parece que será o titular da equipe. Como informamos por aqui ontem, George Karl não estava brincando e o sólido e versátil ala-armador começou como a partida entre os titulares, pois Karl deseja ver J.R. (agora Earl, ou tanto faz) Smith, Chris Andersen, Anthony Carter e agora Ty Lawson, partindo juntos do banco, a fim de retornar com a rotação que fazia estragos com tanta energia e velocidade na última temporada.
“Basicamente, acho que (Afflalo) foi bem, e quero manter o meu banco do ano passado em conjunto, dando-lhes conforto para jogar” explica.
Falando em J.R. Smith, ou melhor, como o mesmo prefere, Earl Smith, eita… é, ele não prefere mais, ou ainda quer ser chamado assim? Bom, não sabemos mais como se referir a ele.
“Houve muita controvérsia com a opção. Eu tenho recebido diversas mensagens de texto e e-mails. Não foi uma boa jogada fazer isso” afirmou o camisa 5.
Smith voltou após cumprir as sete partidas de suspensão impostas pela Liga, e como havíamos afirmado, o ala-armador voltou ainda enferrujado nos arremessos, acertando apenas um único chute em 9 tentados (terminando com 5 pontos). Mesmo assim, dizíamos que o mesmo vem deixando de ter o estilo individualista e descompromissado que sempre o marcou, e assim parece se concretizar. J.R. arremessou mal, mas esteve muito bem na distribuição de bola, mostrando que cresceu muito no quesito, terminando a partida com 5 assistências, apenas uma a menos que Chauncey Billups (6).
Após quatro equilibrados períodos, onde o Nuggets se mantinha a frente, mas não conseguia se distanciar no placar, a partida estava empatada até apenas 13,1 segundos pro final, quando Melo mostra mais uma vez, que é o jogador mais clutch de toda a Liga.
O camisa 15 recebeu a bola de costas, girou, enfrentou a marcação de Luol Deng, e conseguiu um incrível fadeaway, colocando o Nuggets a frente, 89 a 87.
Porém, Derrick Rose empatou a partida novamente, com 10,4 segundos para o término. Mas aí apareceu a estrela de Chauncey Billups, que após insistir pela segunda vez, conseguia a infiltração pra cima de Kirk Hinrich e sofreu falta.
“Eu estava indo em direção ao aro, ele tinha que fazer a falta, senão teria acertado a bandeja”, comentou o Mr. Big Shot sobre o lance.
O camisa 1 converteu o primeiro lance livre,e colocou o Nuggets na frente, 90-89. Foi quando com 4,3 segundos para o final, Karl mandou que Billups errasse o segundo tiro de propósito, para não haver tempo de reação à equipe da casa.
“Planejei errar o outro de propósito. Com apenas três décimos de segundo, eles teriam de encaixar um chute milagroso. Depois eles realmente conseguiram um chute milagroso”.
Quando Noah pegou o rebote, o treinador do Chicago Bulls,Vinny del Negro pediu o tempo, e restou-se apenas 0,3 segundos para algum lance.
Miller conseguiu sair da marcação de Kenyon Martin, receber a bola, e fazer o ginásio ir à loucura, porém, os juízes Mark Wunderlich, Matt Boland e Eric Dalen analisaram o lance, retiraram a cesta, e o Denver Nuggets meio assustado, saiu de Chicago com a vitória na mala.
O ala-pivô do Denver Nuggets, Kenyon Martin, disse que independentemente do agravamento de sua contusão, estará em quadra na partida de hoje, frente ao Chicago Bulls.
O jogador disse que após duas derrotas seguidas, os companheiros precisam de sua energia e experiência em quadra. O jogador de 31 anos, ainda disse que pra ele, é como se fosse um jogo de playoffs:
“Eu vou jogar, não importa como eu me sinto. Perdemos dois jogos em sequência, temos que acabar com isso, e acho que minha presença na quadra será um grande caminho” disse K-Mart, que sofreu uma contusão em sua perna esquerda na sexta-feira, contra o Miami Heat.
Depois que Martin saiu da partida na Flórida, a equipe desandou e foi trucidada em quadra por Wade e cia. No sábado, frente ao Hawks e sem Martin, o Nuggets sofreu na defesa e levou 125 pontos do adversário, com grande atuação do ala-pivô Josh Smith, no qual o próprio camisa 4 do Nuggets seria responsável por marcar.
Sem restrição a qualquer contratempo, Martin estará em quadra hoje à noite em Chicago, para tentar vencer o Bulls fora de casa após três temporadas.
“Temos que voltar a jogar da maneira que somos capazes de jogar”, disse.
No treino de ontem (segunda-feira), Martin atuou apenas metade de todo período, participando de um confronto 5-contra-5, e depois recebendo gelo em sua perna.
Martin tem média de 10,0 pontos e 6,3 rebotes nesta temporada. A partida está marcada para as 23:00 horas (horário de Brasília).
Smith enfim poderá arremessar para mais pessoas verem...
O ala-armador do Denver Nuggets, J.R. Smith, disse que agora quer ser chamado como Earl, e após cumprir a suspensão determinada pela NBA, estréia hoje na temporada, contra o Chicago Bulls.
Seu nome é Earl Smith III, porém, ele conseguiu a grafia “JR”, por todos o chamarem de júnior, desde criança, já que o jogador como o próprio nome diz, é fruto de uma terceira geração de Earl’s.
O camisa 5 (ele também mudou de número para esta temporada) comentou sobre a mudança no treinamento de arremessos desta manhã:
“Eu senti que devia mudá-lo. Já faz muito tempo, JR não tem nenhum significado pra mim. Meu nome é Earl, assim”, explica.
Quando perguntando se estava trocando de nome para obter um novo começo em sua carreira, o jogador esbravejou:
“Estou cansado de receber novos começos. Dizer que é um novo começo é estar dando desculpas para o que se passou no passado. Eu não quero fazer isso. Só estou mudando pro meu verdadeiro nome”, completa o ala-armador.
Sobre sua volta, o treinador George Karl disse que Earl começará a partida do banco de reservas, e que possivelmente Anthony Carter ou Arron Afflalo deve partir com os titulares.
Entretanto, mais tarde, Karl deu uma mostra do que pode acontecer no início da partida:
“Não vai haver uma combinação de JR e Arron no chão juntos, talvez movendo Arron para começar jogando, eu não sei”, disse o ancião.
Sobre quantos minutos seu pupilo irá jogar, Karl argumentou que ele deve atuar por menos que 20 minutos, e sendo monitorado pelo técnico:
“Vou tentar dar a ele (Smith) 20 minutos, e monitorar seu condicionamento e como está sua forma. Se Jr de 5 a 10 jogos, estiver jogando bem, não vou impedi-lo de estar na quadra. Ele foi muito atlético e energético hoje no treino” completa.
Earl Smith teve média de 15,2 pontos em 27,7 minutos na última temporada, sendo candidato direto ao prêmio de sexto homem, ficando no segundo lugar.
Em mais uma partida pela viagem no Leste, logo no início da temporada, Denver Nuggets, sem Kenyon Martin,é massacrado por Josh Smith e o Atlanta Hawks.
Estava feia a situação...
Josh quase fez chover ontem na Georgia. O ala conseguiu números espetaculares, somando 22 pontos, 9 rebotes, 7 assistências e ainda 6 bloqueios, acertando 8 de 10 arremessos.
“Josh fez uma exibição incrível. Não respeitamos seu potencial nos tocos” afirmou o técnico George Karl, após a partida.
Atuando um dia após ter sofrido com o Heat e com o calor em Miami (Billups chegou a passar mal por causa da temperatura), o Denver Nuggets ainda conseguiu manter o jogo equilibrado no primeiro quarto, porém, o Hawks a cada minuto passado ia dilacerando o Nuggets, que não venceu um quarto se quer da partida.
Balkman não aguentou nem 7 minutos a marcação de Josh Smith
Apostando na velocidade de Jamaal Crawford, que marcou 25 pontos, e Josh Smith, a equipe mandante fez 28 pontos em contra-ataques e venceu sem dificuldade por 125 a 100.
Desta vez, Melo e Billups foram muito bem, comandaram as ações ofensivas da equipe, combinando 57 pontos, porém, Nenê foi muito pouco acionado no garrafão, Afflalo e Lawson não estavam bem, e o resto dos jogadores da equipe somaram apenas 43 pontos, contribuindo para a derrota.
“Ofensivamente, tomamos decisões difíceis” comentou o treinador George Karl, se referindo ao baixo aproveitamento de 41% nos arremessos da equipe.
Billups manteve muito bem o Nuggets em quadra no início, acertando bons jump shots. O ala mostrou-se recuperado do mal estar que sofreu por causa do calor na Flórida, e acabou a partida com 27 pontos, 7 assistências e 2 roubos.
Melo fez mais um jogo na temporada chegando a 30 pontos, e nas sete partidas realizadas pelo camisa 15 até aqui, sua menor pontuação foi de 22 pontos. Na última temporada, com problemas no cotovelo, sua média esteve em 22,8 pontos. O ala conseguiu entrar forte na partida, acertando arremessos seguidos, e mantendo a diferença em no mínimo 5 pontos ao final do primeiro período, porém, Melo teve um queda brusca de rendimento a partir do segundo período, talvez devido ao cansaço, e acabou acertando apenas 7 chutes em 21 tentados no final do confronto.
“Nós ainda estamos em uma ótima posição. Desejaria ter feito mais para vencermos este jogo em Atlanta” disse nosso franchise player.
Sem Kenyon Martin, e pelo último jogo sem J.R. Smith, Karl optou por escalar Joey Graham e Renaldo Balkman como titulares, para se adequar aos matchups de Joe Johnson e Josh Smith, respectivamente. Porém, Balkman obteve problemas com faltas (foram 3 nos sete primeiros minutos de jogo) e Joey Graham, mesmo que tenha efetuado uma boa defesa em Joe Johnson no começo da partida, obrigando o ala-armador a acertar apenas 33% dos arremessos, o camisa 14 também sucumbiu, e não aguentou segurar o All-Star durante toda partida.
“Nós não fizemos o suficiente agora, e hoje, nosso playbook foi limitado, pois Kenyon nos dá versatilidade, e eu acho que nós perdemos nesse ponto” afirmou Karl.
Mas por falar em Kenyon Martin, a equipe obteve uma boa notícia neste domingo. A ressonância magnética na perna esquerda Martin não revelou nenhuma fratura, e por isso ele é lisatdo apenas como dia-a-dia, e pode até atuar na próxima partida, caso sua contusão na perna esquerda evolua bem. A lesão ocorreu no segundo quarto da partida frente ao Heat, e o camisa 4 estava preocupado em ficar de fora por um longo tempo:
“Eu me sinto melhor hoje. Eu quebrei minha perna direita por duas vezes, e esse é o caminho para uma nova… por isso tenho de tolerar a jogar. Mas não estou preocupado” afirma.
Com a derrota para o Hawks (5-2), a segunda em sequência, o Nuggets perdeu pela terceira temporada seguida na Georgia, e assim como no ano passado, encontramos dificuldades nos rebotes.
A equipe que agora termina em 5-2 nos sete jogos sem J.R. Smith, com o calendário maluco da NBA, regressa a atuar na terceira-feira, no estado de Illionois, novamente no Leste, novamente treinando pouco, e enfrentando o forte Chicago Bulls, que venceu o Cavaliers em Cleveland nesta temporada. Porém, com a possibilidade de Martin estar em quadra, e com J.R. voltando da suspensão, a equipe virá mais forte, e preparando a rotação que estará presente por toda temporada. Balkman e Graham, os titulares de ontem, pouco atuaram até o momento.
“Ninguém deve se sentir feliz com o que aconteceu, mas ninguém deve se sentir mal com tudo isso. Quando você parte em uma viagem de seis jogos fora de casa, se você pode ganhar metade de seus jogos ou mais, é um grande sucesso, e nós temos uma chance de fazê-lo ainda” explica o treinador, tentando entusiasmo.