Publicado por: Lucas Nicolau | 9 de dezembro de 2009

Repórter aponta Nenê como o jogador mais importante da equipe

Nenê se destacando não somente pela defesa.

O pivô do Denver Nuggets, Nenê Hilario, vem obtendo atuações mais do que sólidas nesta temporada, contribuindo inclusive em quase todos os fundamentos, o que tem chamado a atenção da imprensa de Denver, até quando o assunto é o All-Star Game.

Chris Marlowe, repórter da televisão e do site oficial da franquia, escreveu nos últimos dias que tem vibrado com as atuações do brasileiro, e o considera o jogador mais importante da equipe na atualidade, até mais do que o franchise player e candidato a MVP, Carmelo Anthony.

Na visão de Marlowe, as vitórias da equipe não se devem profundamente ao brilho de Melo, que neste momento é o maior pontuador da NBA, mas sim ao camisa 31:

“Já perceberam que quando ele está anotando muitos pontos e rebotes quase sempre se vence? É a presença dele que mantém o ataque equilibrado”, comentou.

Marlowe neste ponto está certo. Os leitores lembram que desde o último ano, sempre cobrávamos da equipe uma maior utilização dos jogadores de garrafão, a fim de desafogar o jogo no perímetro, que era, e ainda é, a principal arma da equipe. Quando Nenê e Martin ficam longo tempo sem participar da movimentação ofensiva, a marcação adversária é totalmente focalizada no perímetro, dificultando o trabalho de Melo, Billups e J.R. Smith.

Nenê para essa temporada está presente nas cédulas de votação para iniciar o All-Star Game – que acontecerá em Dallas – como titular, mas dificilmente conseguirá tal feito, devido ao badalado Amare Stoudemire estar presente nas cédulas, também como pivô. Entretanto, para Marlowe isso não será um empecilho, e enfatizou que Nenê estará no Texas no mês de fevereiro.

“Ele está jogando como um All-Star. Carmelo Anthony é a estrela, Chauncey Billups, o líder, mas quem é a chave? Essa seria Nenê, de quem se poderia dizer o jogador mais importante do time”, escreveu o jornalista, que cobre diretamente a franquia desde 2004, em seu blog no site oficial do Nuggets.

“Além de conseguir double-doubles (possui seis até aqui), Nenê também está contribuindo de outras maneiras, com bloqueios, passes e fazendo carga na marcação”, completa.

Líder da divisão Noroeste, e vice-líder de toda Conferência Oeste, o Nuggets vem com 72,7% de aproveitamento, com 16 vitórias e 6 derrotas até aqui, campanha que inclusive, é melhor que a do último ano, onde a equipe alcançou as finais da Conferência. Em quatro dessas derrotas, Nenê marcou no máximo 12 pontos, e nessas partidas, se viu uma equipe com extrema dificuldade na efetividade das armações ofensivas.

Nesta temporada, Nenê está contribuindo em média com 13,5 pontos, 8,8 rebotes e 2,5 assistências, em pouco mais de 33 minutos a cada partida.

Fonte:

Nuggets.com

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Nota:

Problemas com o site

Nos últimos dias estamos passando por problemas com a postagem de atualizações no site, mas dentro de alguns dias tudo estará reestabilizado, e com as notícias antigas em seu devido lugar no nosso arquivo, inclusive o resumo das últimas partidas da equipe.

Desculpem o contratempo, e obrigado pelas frequentes visitas.

Publicado por: Lucas Nicolau | 4 de dezembro de 2009

Carmelo Anthony eleito melhor jogador do mês na Conferência Oeste

Melo conseguiu pela primeira vez chegar a casa dos 50 pontos na carreira... E a expectativa é de mais!

O ala e franchise player do Denver Nuggets, Carmelo Anthony, foi eleito hoje o melhor jogador da Conferência Oeste no primeiro mês de disputa na temporada 2009/10.

No período de 27 de outubro a 30 de novembro, Melo foi o cestinha da Liga em média, com 31,0 pontos, além de registrar ainda 6,3 rebotes, 3,5 assistências e 1,5 roubos nos primeiros 17 jogos da temporada, ajudando a franquia a conseguir sair vencedor em 12 deles.

O camisa 15 ultrapassou a marca de 20 pontos em todas as partidas disputadas até então, batendo o recorde da franquia que pertencia ao lendário Alex English, que chegou a atingir 20 pontos ou mais em 14 primeiros confrontos. Melo também conseguiu atingir 30 pontos em 11 partidas, 40 ou mais em três oportunidades, além do bater seu recorde pessoal em pontos, com 50, no dia 27 de novembro frente ao New York Knicks.

“Estou me sentindo melhor do que nunca e estou animado pelo que está a nossa frente. Estamos em um bom começo (de temporada), mas este é apenas o começo para nós”, afirmou Melo, em nota divulgada pela equipe.

Em toda sua carreira, Melo já havia conquistado o prêmio por duas oportunidades: em março de 2006 e abril de 2007. O jogador eleito na Conferência Leste foi o colega de recrutamento de Melo em 2003, LeBron James, do Cleveland Cavaliers.

Publicado por: Lucas Nicolau | 2 de dezembro de 2009

Resumo (01/12/09): Valeu a lição?

Denver Nuggets retorna a abrir vantagem com facilidade, mas desta vez não titubeia e vence Golden State Warriors, forçando o jogo até o último instante e atingindo assim, a maior pontuação da equipe na temporada.

Petro pode voltar a jogar tranquilamente...

A equipe entrou determinada, voltou a trabalhar como um conjunto, chegando novamente  chegou a 30 assistências em uma partida neste temporada. Todos os jogadores que estiveram quadra marcaram ao menos 4 pontos, com 7 deles chegando aos dois dígitos.

Na defesa, nosso garrafão esteve impecável, e enfrentando um Warriors que acertava apenas 23,1% (6-26) dos arremessos de 3 pontos, a vitória chegou sem maiores problemas.

No começo de partida, o Nuggets somente encontrou o caminho da cesta através de seu garrafão, com Nenê e Martin tendo boa efetividade, já que no garrafão adversário, Mikki Moore e Vladimir Radmanovic não dotam de tanta imponência.

Melo e Billups demoraram um pouco a calibrar as mãos, assim o Warriors chegou a dominar a partida durante a metade do primeiro período, e mesmo com a melhora ofensiva de nossas estrelas, a equipe de Oakland terminou o quarto a frente, 28 a 25.

No segundo período, com Ty Lawson e Chris Andersen transbordando energia em quadra, com Nenê finalizando muito bem as jogadas, e com Melo melhorando seu aproveitamento, o Nuggets logo não apenas passou a frente, como também obteve uma sequência de 19 a 3, chegando a estar 19 pontos a frente do marcador, e indo para o intervalo vencendo tranquilamente por 69 a 55. Melo marcou 13 pontos no período, Nenê somou 8.

69 a 55… Eram novamente 14 pontos de diferença, novamente em uma partida até certo ponto cômoda, com a vitória quase faturada. Exatamente como no Domingo, como contra o Timberwolves.

“Foi mentalmente desafiador para nós, ter uma outra equipe e jogo como tivemos contra o Minnesota. Foi como um Déjà vu”, comentou Melo sobre a situação, após a partida.

Porém, ao contrário do que demorou mais de três minutos para acontecer na última partida, logo nas primeiras posses Billups e Melo tomaram as rédeas e com lindas jogadas, não só tiraram qualquer trauma, como também continuaram com o show e venceram o terceiro período por 38 a 29, somando ao todo 107 a 84 no marcador, eliminando qualquer chance de reação dos visitantes.

No último período, ainda mantendo por um tempo os titulares no garrafão, o Nuggets manteve o ritmo e chegou a 135 pontos, melhor marca da temporada, fechando o jogo em 135 a 107.

Carmelo Anthony, Chauncey Billups, Nenê, Kenyon Martin, Ty Lawson, J.R. Smith e Chris Andersen chegaram a dois dígitos em pontos, o que mostrou a divisão da equipe na execução das jogadas. Melo, o cestinha mais uma vez, obteve “apenas” 25 pontos, ficando abaixo da sua margem de 31 pontos por partida nesta temporada. Entretanto, ele continuou extremamente bem nos arremessos, acertando 10 em 19, além de também contribuir com 7 rebotes (4 ofensivos) e 4 assistências.

Nenê conseguiu mais uma vez um double-double, com mais uma partida primorosa na defesa e eficiente no ataque, onde fez 14 pontos apenas no primeiro tempo. O pivô terminou o jogo com 18 pontos, 12 rebotes e 2 bloqueios, acertando 7 em 10 arremessos.

Birdman voltando a boa forma!

Outro grande destaque, senão o maior foi Chris Andersen.O Birdman conseguiu 5 bloqueios nesta partida, números impressionantes que se tornaram rotina na última temporada, mas que devido a inúmeros contra-tempos com a parte física do camisa 11, ainda não haviam acontecido nesta temporada. Já algumas semanas, ele vem melhorando em suas atuações, mas nada comparada com a de ontem, pelo menos em números. Birdman além dos 5 bloqueios, obteve 14 pontos e 8 rebotes.

“Todo mundo sabe que nos alimentamos da energia de Birdman, e foi bom vê-lo funcionando dos dois lados da quadra. Essa é a ave que estamos acostumados”, comentou Billups.

“Do meu ponto de vista, ele fez seu melhor jogo”, disse o treinador George Karl.

Com a vitória, o Nuggets se consolida ainda mais na liderança da Divisão Noroeste, já que o Blazers acabou sendo derrotado em casa para o Miami Heat (nosso próximo adversário no Pepsi Center), também nesta noite.

As broncas de George Karl, e o incômodo que a incrível virada sofrida para o Timberwolves gerou, foram o bastante para a equipe mudar o jeito de encarar a partida, esperamos que esse efeito perdure mais tempo, e que a equipe não caia do “salto alto” novamente.

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Destaques

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Denver Nuggets

Carmelo Anthony: 25 pontos, 7 rebotes (4 ofensivos), 4 assistências, 10-19 nos FG

Nenê Hilario: 18 pontos, 12 rebotes, 2 bloqueios, 7-10 nos FG

Chauncey Billups: 22 pontos, 8 assistências, 2 roubos, 11-11 nos lances livres

Chris Andersen: 14 pontos, 8 rebotes, 5 bloqueios, 5-6 nos FG

Ty Lawson: 13 pontos, 5 rebotes, 5 assistências, 5-7 nos FG

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Golden State Warriors

Anthony Morrow: 27 pontos, 12-20 nos FG, 2-7 dos 3 pontos

Vladimir Radmanovic: 17 pontos, 6 rebotes

Publicado por: Lucas Nicolau | 30 de novembro de 2009

Resumo (29/11/09): Que sirva como lição!

Denver Nuggets subestima Minnesota Timberwolves, e sofre virada histórica para a pior equipe da Conferência Oeste, dentro de sua própria casa.

Big Al tentando entender o que se passa com o Nuggets

Se perder para o Los Angeles Clippers parecia ruim, esta derrota provavelmente ficará marcada pela mais perplexa de toda a temporada, dentre todas as franquias. Pior que isso, foi histórico.

O Timberwolves venceu após 15 derrotas consecutivas, evitando a décima-sexta, que seria um recorde na história da franquia. Além disso, o Nuggets foi vencido dentro do próprio Pepsi Center, onde não perdeu nesta temporada, e vinha de 17 partidas de invencibilidade em jogos de temporada regular.

“Nós temos exatamente o que merecíamos. Eles não iriam parar de jogar porque perderam 15 seguidos. Eles não vão parar de jogar os jogos. Devíamos ter vergonha”, desabafou Kenyon Martin.

“Nós não os respeitamos”, admitiu Chauncey Billups.

Sobre a história da partida, o Nuggets começou arrasador, mostrando como um contender deve atuar, contando é claro, com mais um show de Carmelo Anthony, que marcou 19 pontos, acertando 7 em 11 arremessos no primeiro período, mantendo seu ritmo das últimas partidas. O placar de 40 a 25, já parecia decretar mais uma vitória da franquia do Colorado.

Todavia, já no segundo quarto o treinador George Karl mal usou os titulares em quadra, e o Nuggets que poderia ter liquidado de vez a partida, teve momentos de instabilidade e só segurou uma vantagem de quatorze pontos para o segundo tempo. Melo jogou menos de dois minutos, e passou zerado neste período.

Nesse momento, o Wolves já contava com exibição destacada de Ryan Gomes, o ala que não é lá um All-Star, mas fez alvoroço em toda defesa do Nuggets, que não conseguiu acompanhá-lo em quase nenhum momento. Gomes foi para o intervalo já com 15 pontos.

Na volta do intervalo, não existem muitas palavras pra descrever o que o Nuggets fez em quadra. Foi um verdadeiro colapso, com a equipe marcando seus primeiros pontos quando mais de três minutos já haviam sido disputados, com uma bola dos 3 pontos de Chauncey Billups.

A franquia de Minneapolis assim como fez o Knicks no último período na sexta-feira, prendeu Carmelo Anthony no garrafão, quase não deixando o camisa 15 se movimentar. Porém, os grandes espaços abertos no perímetro com este tipo de marcação não foram usufruídos por nossa equipe igual na última partida. Billups e J.R. Smith, outros potenciais scorer’s da equipe, somados, acertaram apenas 5 em 24 arremessos durante toda a partida.

Foram 14 pontos seguidos desde o início, empatando a partida sem resposta alguma, e mesmo com o Nuggets começando a pontuar, o Wolves inflamado pelo momento, não só passaram a frente do marcador, como abriram vantagem ao término do terceiro período, 81 a 76 (incríveis 31 a 12 neste quarto).

“Você da confiança a uma equipe, é difícil pará-los depois, não importando qual recorde a mesma tiver. Isso foi realmente nossa culpa no vestiário, é minha culpa por não ter acelerado o jogo no início do terceiro quarto”, tentou explicar Billups.

Mesmo com Melo passando a atuar mais atrás da linha dos 3 pontos e com a equipe recuperando um pouco o ímpeto ofensivo, a defesa do Nuggets continuou sonolenta, sendo facilmente desarmada por uma equipe que conta apenas com um armador de ofício. Ryan Gomes continuou seu show, Billups e J.R. Smith continuaram com suas pífias atuações, e a equipe da terra dos mil lagos levou a vitória para casa, 106 a 100.

Nada melhor do que ilustrar essa situação do que com números: Depois de 19 assistências no primeiro tempo, o Nuggets distribuiu apenas mais 4 em todo o segundo tempo. A porcentagem de arremessos que passava dos 50% quando vencíamos bem, só ficou em 30% depois do intervalo.

Pelo décimo jogo em 17 na temporada, a equipe acabou coletando menos rebotes que o adversário. O garrafão, aliás, com exceção exclusivamente de Nenê, praticamente não existiu defensivamente, sendo facilmente explorado.

“O jogo foi ficando difícil e fui ficando louco. Diga-me um jogador que jogou duro, diga-me 5 caras que eu possa colocar lá e jogar com agressividade em cada posse? Eu tinha isso no ano passado. Eu não estou vendo isso neste ano, e isso está me deixando muito irritado”, desabafou George Karl, dando uma mostra da bronca que a equipe deve ter levado no vestiário.

Essa bronca, inclusive, pode ser a melhor coisa que possa ter acontecido neste momento. Perder para o fraco Minnesota pode ter apontado um erro que mais tarde seria difícil concertar. O Nuggets parece a cada partida querer voltar a ser aquela equipe motivo de chacota que era antes da última temporada.

O sistema defensivo não tem funcionado, estamos levando mais de cem pontos de equipe fraquíssimas, e defendemos com agressividade apenas quando bem entendemos. Nosso esquema, que mescla sistemas de marcação em zona e homem-a-homem, necessita de agressividade intensa nos cortes de passes, na linha dos 3 pontos e no garrafão, e na última partida, somente Nenê parecia estar se propondo a isso, cavando faltas, distribuindo bloqueios, roubos, além de fazer excelente marcação sobre Al Jefferson.

Quando enfrentamos equipes de renome, defendemos com essa agressividade desde o começo, mantendo o bom nível durante toda a partida. Espero que este “tapa na cara” de Karl afete diretamente no rendimento defensivo desta equipe. Que o Nuggets encare todas as partidas com seriedade e determinação, para assim poder aspirar coisas maiores.

“Meu grande objetivo é, gostaria que nosso sistema defensivo fosse mais consistente. Se jogarmos com agressividade na defesa sempre, nosso ataque sempre será facilitado”, explica George Karl.

E justamente a próxima partida do Nuggets, na terça-feira, pode ser o grande teste para uma mudança de postura da equipe. Enfrentaremos o Golden State Warriors, equipe de péssima campanha, mas que jogando no run and gun pode vencer qualquer equipe da Liga em um bom dia com seus arremessos de longa distância. Como o Nuggets irá lidar com essa situação é que iremos aguardar ansiosamente.

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Destaques

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Denver Nuggets

Carmelo Anthony: 32 pontos, 5 rebotes, 12-25 nos FG, 3-5 dos 3 pontos

Nenê Hilario: 10 pontos, 10 rebotes, 5 assistências, 3 roubos, 3 bloqueios

Chauncey Billups + J.R. Smith: 5-24 nos FG

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Minnesota Timberwolves

Ryan Gomes: 27 pontos, 12-18 nos FG

Damien Wilkins: 15 pontos, 12 rebotes, 6 assistências

Corey Brewer: 16 pontos, 5 rebotes

Johnny Flynn: 16 pontos, 6 assistências

Al Jefferson: 14 pontos, 9 rebotes

Publicado por: Lucas Nicolau | 28 de novembro de 2009

Resumo (27/11/09): Melo Time!

Carmelo Anthony tem melhor pontuação da carreira, e é o maior personagem da vitória apertada do Denver Nuggets frente ao New York Knicks.

 

Melo provavelmente fascinado com ele mesmo

A partida foi equilibrada desde o início, quando o Knicks jogando em extrema velocidade e abusando das bolas dos 3 pontos, mantinha se a frente do placar. Com pouco mais de seis minutos para o fim do período, Al Harrington entrava em quadra, e com ele, trazia seu aproveitamento insano nos arremessos, ajudando os visitantes terminarem o primeiro período a frente do placar, 30 a 26.

 

No Nuggets, Melo começava a partida mostrando o bom entrosamento com Nenê, porém, a boa atuação de ambos não era acompanhada por Chauncey Billups, muito menos por Kenyon Martin, que errando inúmeras jogadas ofensivas, contribuía para a derrota até então.

No segundo quarto, a partida se mantinha como antes até que Melo deixasse a quadra para a volta de Arron Afflalo. Sem o camisa 15, o Nuggets viu um show de Al Harrington, que se desvencilhando da marcação, liderava o Knicks para uma sequência de 10-2, levando o placar a 52 a 44.

George Karl pediu tempo e imediatamente retornou com Melo, que acertava cinco arremessos em sequência, mostrando que a noite seria realmente especial, e juntamente com a melhora de Billups – Melo contribuiu com 24 pontos no primeiro tempo, somando com os 16 de Billups – liderando a equipe à virada no placar nos últimos instantes do período, 61a 60.

No terceiro período o Nuggets alternava momentos de intensidade e profunda desatenção defensiva, com isso, por inúmeras vezes a equipe abria no marcador, mas deixava facilmente o Knicks encostar no placar, com suas cestas de longa distância (ao todo foram 31 arremessos dos 3 em toda partida, para 13 acertos). Todavia, a marcação em cima de Al Harrington melhorava, e com um verdadeiro show de Melo, que marcava mais 15 pontos neste quarto, fazendo cestas incríveis e contagiando a todos no Pepsi Center, o Nuggets terminava a frente, 92 a 87.

Nosso franchise player nessa altura já atingia 39 pontos, e todos no ginásio já começavam a contar cada ponto do ala, esperando que os 49 pontos conseguidos por Melo contra o Wizards a duas temporadas, fosse ultrapassado.

Quando Melo, assim que iniciou o quarto período tentou converter uma bola dos 3 pontos e errou, mas Chris Andersen recuperou e devolveu ao ala, que em rápida infiltração, fazia uma linda jogada de and1e chegava a 42 pontos, a torcida no Pepsi Center foi ao delírio, tendo certeza que Melo conseguiria passar facilmente seu recorde, e a vitória estava encaminhada.

Entretando, o Knicks fez com que 4 jogadores prendessem Melo na marcação dentro do garrafão, e totalmente dependente do ala, o Nuggets não conseguiu segurar a boa vantagem, fazendo com que o adversário novamente com as bolas de 3 encostasse no placar, 100 a 98.

Com Melo preso na marcação, o Nuggets precisava aproveitar os espaços que sobravam, mas apenas Billups não seria o suficiente. Foi assim que J.R. Smith apareceu na partida. O camisa 5 que teve um mal estar e perdeu o treino de arremessos no dia da partida, estando com apenas 5 pontos até ali, aproveitou muito bem os espaços e conseguiu 3 cestas dos 3 pontos em sequência, tendo a ajuda de Billups para continuar com a equipe a frente do placar, 115 a 111.

Porém, naquele momento a partida parecia um verdadeiro campeonato de arremessos longos, com as equipes trocando cestas, e Al Harrington e agora Wilson Chandler comandando a equipe nova-iorquina.

Melo só faria pontos em lances livres até o final, onde acertaria todos, sendo justamente assim que conseguiu bater seu recorde, mas precisamente a 16,7 segundos do fim:

“Acho que foram os (lances livres) mais difíceis da minha vida. Queria muito isso, você esta ali, você quer convertê-los. Se dissesse que não estava nervoso, estaria mentindo. Mas o mais importante é que eles caíram”, comentou o ala, descrevendo a  inesquecível situação.

O Knicks tentou a vitória paralisando seguidamente o cronômetro com faltas intencionais, porém, Melo, Billups e J.R. contribuíram bem nos lances livres, decretando a vitória por 128 a 125.

Melo acertou ao todo, um grande número de 17 em 28 arremessos e 15 em 16 nos lances livres, conseguindo 50 pontos, além de 6 rebotes e 5 assistências.

“É uma boa sensação. Eu não fiz (50 pontos) um monte de vezez”, comemorou o camisa 15 após a partida.

Melo é o nono jogador do Denver Nuggets a conseguir a marca. Veja o ranking das melhores pontuações individuais na história da franquia:

David Thompson, 73 pontos em 1978

Michael Adams, 54 pontos em 1991

Alex English, 54 pontos em 1985

Allen Iverson, 51 pontos em 2007

Mahmoud Abdul-Rauf, 51 pontos em 1995

Alex English, 51 pontos em 1989

Kiki Vandeweghe, 51 pontos em 1983

Kiki Vandeweghe, 50 pontos em 1984

Carmelo Anthony, 50 pontos neste ano

A situação foi tão especial que gritos de “MVP” ecoavam a cada lance livre convertido por nosso franchise, uma bela gratificação para uma temporada que até aqui vem sendo especial, como disse bem o treinador George Karl:

“Ele jogou muito, muito bem. O jogo desta noite é, provavelmente, uma celebração de como ele vem jogando neste ano”, disse o ancião.

“Foi divertido, gostei. Ainda temos uma longa temporada pela frente, mas as pessoas estão reconhecendo o nosso trabalho”, comentou Melo.

 

Essa dupla brilha muito!

Billups voltou a ter uma sensacional atuação, e distribuiu 8 assistências além de seus 32 pontos, que juntamente com o recorde de Melo, somaram 64% dos pontos de toda a equipe. O Mr. Big Shot acertou 9 em 17 arremessos e 4 em 8 tiros dos 3 pontos.

 

Novamente o Nuggets terminou uma partida com 30 assistências, novamente com destaque além dos armadores (Billups 8, Lawson 6), para Nenê e Melo, que tiveram 5 assistências cada.

Foi a quarta vitória do Nuggets em sequência, para somar uma campanha de 12-4, ficando sozinho na liderança da Divisão Noroeste, e atrás de Phoenix Suns e Los Angeles Lakers na Conferência Oeste.

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Destaques

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Denver Nuggets

Carmelo Anthony: 50 pontos, 6 rebotes, 5 assistências, 17-28 nos FG, 15-16 nos lances livres

Chauncey Billups: 32 pontos, 8 assistências, 4 rebotes, 9-17 nos FG, 4-8 dos 3 pontos

J.R. Smith: 17 pontos, 6-11 nos FG, 4-6 dos 3 pontos

Nenê Hilario: 9 pontos, 11 rebotes, 5 assistências, 2 bloqueios

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New York Knicks

Al Harrington: 41 pontos, 10 rebotes, 14-24 nos FG

David Lee: 23 pontos, 10 rebotes, 4 assistências, 8-11 nos FG

Larry Hughes: 16 pontos, 9 assistências, 6 rebotes

Wilson Chandler: 12 pontos

Publicado por: Lucas Nicolau | 27 de novembro de 2009

Anthony Carter renegado ao Garbage Team

 

Felizmente pra alguns, Carter e Billups juntos... agora só em treino...

O veterano armador do Denver Nuggets, Anthony Carter, curado dos problemas do quadril, voltou a atuar contra ao Minnesota Timberwolves na última quarta-feira, entretanto, agora se vê renegado a entrar apenas no chamado “Garbage Team”.

 

O camisa 25 que na última temporada estava sempre presente nos cinco minutos decisivos de cada partida, e que havia começado esta temporada como titular, fazendo dupla na armação com Chauncey Billups, estava atuando ao lado de jogadores desconhecidos, com o resultado já definido.

O novato armador Ty Lawson chegou, roubou a cena, e o que antes era tratado com desconfiança, agora é um dos grandes trunfos da equipe:

“Eu nunca teria esperado isso de um novato jogando numa boa equipe”, afirmou Karl.

Karl que sempre exalta o dinamismo no ataque e o esforço defensivo de Carter, disse que teve uma séria conversa com o mesmo nesta semana, a respeito da nova situação vivenciada:

“Eu sei que ele está desapontado, honro e respeito seu pensamento sobre o que está acontecendo, mas espero que ele honre e respeite o que estou tentando fazer também”, comentou.

Agora que J.R. Smith voltou da suspensão, e a rotação da equipe começa a ser definida, Karl está utilizando normalmente 3 jogadores partindo do banco de reservas: Ty Lawson, J.R. Smith e Chris Andersen.

Carter não havia atuado nos 5 jogos anteriores da equipe, dois por causa da contusão no quadril, e três por decisão do treinador George Karl.

Publicado por: Lucas Nicolau | 26 de novembro de 2009

Resumo (25/11/09): Rotina fácil!

Denver Nuggets impõe ritmo forte desde o início, e não da chance alguma para o Minnesota Timberwolves, último colocado na Conferência Oeste.

Se fosse no Brasil, Rambis estaria desempregado...

Sabemos como todas as franquias da Liga odeiam atuar em duas noites consecutivas, porém, mesmo cansado da viagem até Minneapolis, o Nuggets não tem do que reclamar, pois bateu o Nets terça-feira, e ontem venceu sem muito esforço o Timberwolves, duas equipes que somadas, estão hoje com 29 derrotas na temporada.

“Nós sabemos que esses times (Nets e Wolves) não estão jogando muito bem no momento, e nós estamos jogando muito bem. Nós sabemos que a parte mais importante desses jogos são, logo no começo, tirar a confiança deles. Deixá-los saber que ‘não vai ser hoje’. Esta tem sido a chave para nós, e acho que estamos fazendo um ótimo trabalho nessas situações”, comentou o armador Chauncey Billups.

Apostando num basquete coletivo desde o início, o Nuggets abriu no marcador 25 a 12 logo nos oito primeiros minutos de partida, principalmente graças a dupla Carmelo Anthony e Nenê, que vem se movimentando muito bem e trocando assistências entre si, ganhando grande entrosamento, e finalizando jogadas mortais, que estão virando marca registrada da equipe.

“Acho que Melo e Nenê estão começando a descobrir onde as equipes estão vindo com duplas marcações, e sabendo onde fazer o passe”, disse Billups sobre o momento dos companheiros.

A equipe obteve mais de 30 assistências pela terceira vez na temporada, só que na partida de ontem, um fator ainda mais impressionante aconteceu: 5 jogadores tiveram 4 ou mais assistências. Depois da longa viagem pelo Leste, desde o retorno o Nuggets vem tendo média de 27 assistências por confronto, o que é sensacional, pois o líder em assistências na temporada é o Boston Celtics com 24,5 em média.

“Estamos movimentando muito bem a bola, quando jogamos assim, mesmo se estamos perdendo os arremessos, se estamos todos tocando e recebendo a bola, estamos muito, muito perigosos”, comenta novamente Billups.

Nas partidas que fez na Conferência adversária, a equipe não alcançou 20 assistências em nenhuma delas, e a dificuldade de movimentação ofensiva da equipe aqui foi discutida. Dissemos que Afflalo precisava se entrosar entre os titulares, para ser o escape que a equipe necessita para abrir a defesa adversária. E agora, já acostumado a atuar desde o início de partida, e se movimentando bem, todos começaram a ter mais espaço para transitar e facilidade em raciocinar as jogadas, não dependendo apenas de jogadas individuais.

“Nós estamos quentes, e isso está se contagiando por toda equipe”, afirmou Melo.

Assim, com a vantagem aberta logo no início e com a torcida no Target Center já impaciente com a péssima campanha dos mandantes, o marcador só ia aumentando com o passar do tempo, e com a entrada dos suplentes, a diferença de talento entre as equipes ficou ainda mais evidente, com o Nuggets aumentando rapidamente a diferença para 20 pontos (58-38), com boas atuações ofensivas de J.R. Smith, Ty Lawson e Chris Andersen. Com a volta dos titulares, a diferença se manteve e a partida foi para o intervalo em 62 a 42 a favor do Nuggets.

O Timberwolves tinha enormes dificuldades em pontuar, pois além de não ter um pontuador de perímetro eficiente, a equipe mal tinha uma escolta para o armador novato Johnny Flynn na armação. Com isso, a equipe não trabalhava a bola como deveria e não aproveitava a defesa em zona do Nuggets, acertando apenas 4 tiros de longa distância em toda partida.

No terceiro período, contando com boas atuações de seus jogadores de garrafão, a equipe da casa obteve o melhor quarto ofensivo da temporada, marcando 37 pontos. Entretando, Melo com 10 pontos em sequência, e Billups ao final com incríveis 12 pontos seguidos, todos originados em tiros dos 3 pontos, fez com que o Timberwolves se quer chegasse a incomodar no placar, elevando a diferença para até 29 pontos, terminando o terceiro período em vinte e três, 102 a 79.

No último período, o Nuggets colocou os reservas em quadra e o Wolves chegou a projetar uma recuperação, reduzindo a diferença para 119 a 111 a um minuto do fim, porém, na jogada seguinte Afflalo acertou uma bola dos 3 pontos, levando a vantagem para 11 pontos e fechando o caixão no Target Center em 124 a 111.

Nenê e Melo, com 6 e 5 assistências, respectivamente, foram novamente os grandes destaques.

Nenê além de estar sempre ligado na movimentação ofensiva dos companheiros, ainda contibuiu com 17 pontos, 8 rebotes e 3 bloqueios, acertando 7 em 9 arremessos. Mais uma bela atuação em sequência do brasileiro, elogiado ao final da partida pelo treinador George Karl:

“Nenê foi uma força tanto ofensiva quanto defensiva. Ele tomou decisões importantíssimas no ataque, passando a bola com eficiência, pegando bem os rebotes e anulando o jogo dos adversários; Eu o achei o jogador mais impressionante hoje em quadra”, disse o ancião.

Se assim continuar, em breve Melo terá os melhores números em assistências da carreira

Melo, bateu enfim o recorde de Alex English – lendário jogador do Nuggets, que tem sua camisa 2 aposentada no Pepsi Center – quando inicia esta temporada com 20 pontos ou mais em todas as partidas, inclusive, sendo o único jogador em toda a Liga com esse feito nesta temporada. O camisa 15 terminou a partida com 22 pontos, 4 rebotes e suas 5 assistências, acertando 6 de seus 12 arremessos.

Outros 5 jogadores do Nuggets atingiram dois dígitos em pontos, entre eles, Chauncey Billups, que voltou a arremessar com consistência, terminando com 19 pontos, além de 5 assistências.

Foi a 944ª vitória da carreira do treinador George Karl, que agora está empatado com Bill Fitch como sétimo comandante que mais venceu na história de toda NBA.

Já o Minnesota Timberwolves bateu o pior recorde que se pode esperar. Esse é o pior início da história da franquia, com uma única vitória em 15 jogos, conseguida logo na primeira partida. Nem em sua temporada de estréia, em 1992, os lobos foram tão mal.

A calmaria deve continuar em Denver, pois agora enfrentamos New York Knicks (sexta-feira), Golden State Warriors e novamente o Minnesota Timberwolves nas próximas partidas, equipes que mal conseguiram vencer na temporada, todas no Pepsi Center.

O Nuggets com o triunfo lidera a Divisão Noroeste e está em terceiro lugar em toda Conferência Oeste, com 11 vitórias e 4 derrotas.

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Destaques

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Denver Nuggets

Carmelo Anthony: 22 pontos, 4 rebotes, 5 assistências, 2 roubos, 6-12 nos FG, 9-9 nos lances livres

Nenê Hilario: 17 pontos, 8 rebotes, 6 assistências, 3 bloqueios, 7-9 nos FG

Chauncey Billups: 19 pontos, 5 assistências, 4-4 dos 3 pontos, 7-7 nos lances livres

Chris Andersen: 15 pontos, 5 rebotes, 3 bloqueios

J.R. Smith: 14 pontos, 6-11 nos FG

Kenyon Martin: 13 pontos, 6 rebotes, 2 roubos, 6-12 nos FG

Arron Afflalo: 10 pontos

Ty Lawson: 8 pontos, 6 assistências

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Minnesota Timberwolves

Corey Brewer: 22 pontos, 13 rebotes, 10-18 nos FG

Johnny Flynn: 20 pontos

Ryan Hollins: 19 pontos, 8-9 nos FG

Al Jefferson: 14 pontos, 12 rebotes, 3 bloqueios

Publicado por: Lucas Nicolau | 25 de novembro de 2009

Resumo (24/11/09): Contribuindo com o deplorável

Denver Nuggets chuta a zebra para fora do Pepsi Center, vence o New Jersey Nets sem dificuldade e aumenta a série invicta em casa.

Nada como ter companheiros que nos deixem livre para enterrara

Está certo que o Denver Nuggets não fez mais que a obrigação de vencer a pior equipe da temporada, que chegou a 14ª derrota consecutiva, caminhando a passos largos para o pior início da história da Liga.

Mas uma vitória em qualquer circunstância é importante, pois a batalha na Divisão Noroeste nesta temporada promete, pois se Nuggets e Blazers já terminaram com a mesma campanha na temporada passada, e com o Blazers melhorando e muito como equipe neste ano, a franquia do Colorado precisa se cuidar e espantar qualquer zebra. Uma derrota para o Nets seria “Uma quebra de confiança”, como disse bem Carmelo Anthony.

O Nuggets começou a partida imponente e seguro, querendo decidir logo a fatura. Para isso, focalizou as jogadas ofensivas no garrafão, com Melo caindo muito bem no setor, aproveitando as duplas marcações, e dando belas assistências para Nenê finalizá-las. Assim o Nuggets fechava o primeiro quarto em 27 a 19, dando largo passo rumo a vitória, já que o Nets dependia apenas das bolas de longa distância para pontuar, e mesmo assim, não acertou uma única bola dos 3 pontos em todo o primeiro tempo.

“Nós começamos a cair em amor pelos arremessos. Estou desapontado, muito envergonhado”, ironizou o treinador do Nets, Lawrence Frank, sobre a equipe dificilmente chegar ao garrafão do Nuggets, o que acarretou em apenas em 38,9% de aproveitamento nos arremessos no primeiro tempo, permanecendo durante toda a partida.

Já o Denver Nuggets não só tinha um aproveitamento incrível nos arremessos, como também destruiu o domínio de Brook Lopez no garrafão, que pendurado sempre por faltas, pouco atuou e só contribuiu com 5 pontos e 3 rebotes em todo o confronto.

“Quando temos um matchup difícil como Lopez, eu gosto de dar a bola para Nenê, para que ele force o adversário a fazer faltas, deixando-o menos agressivo. Isso acaba tornando tudo mais fácil, o adversário está com problemas de falta e mal consegue ficar em quadra”, afirmou o armador Chauncey Billups, sobre como acionou o brasileiro no início de partida.

Sendo bem acionado, Nenê marcou 13 pontos nos primeiros 18 minutos de partida, sendo a terceira partida consecutiva que vai para o intervalo com dois dígitos. O camisa 31 terminou com 17 pontos, acertando 8 em 13 arremessos, e ainda coletando 9 rebotes e 5 roubos.

“Eu e Nenê estamos com uma boa comunicação. Estou tentando colocar na cabeça que quando ele é agressivo como foi hoje, é difícil para nós não seguir seu exemplo, de energia e intensidade. Toda vez que ele recebe a bola, ele vai com força, para a enterrada. Isso é um bom sinal”, disse Melo após a partida, elogiando o companheiro, e depois sorrindo quando perguntado se estava gostando mais de passar a bola do que finalizar as jogadas.

Melo em outra sensacional atuação

Nosso franchise player que entrou na partida como o cestinha da Liga na temporada, e ao contrário do início de 1-11 nos arremessos que obteve contra o Nets em New Jersey, Melo agora começou com 6-11, e terminou a partida acertando 10 em 18 arremessos, sendo assim novamente o cestinha da partida, com 27 tentos, empatando com o lendário Alex English, com o recorde de 14 jogos consecutivos com 20 pontos ou mais, nos primeiros jogos de uma temporada. Ele ainda coletou 6 rebotes, e distribui um total de 4 assistências.

Já Billups mostrou que ainda está com dificuldade de apoio para seus arremessos, devido a um problema no joelho que persiste em atormentá-lo, assim, ele acertou apenas 1 bola em 8 tentativas, sendo 4 dos 3 pontos. Entretanto, o Mr. Big Shot mesmo que não ajudando na pontuação, ainda é primordial na armação da equipe, distribuindo muito bem a bola, e terminando com 7 assistências, sendo duas delas sensacionais.

O Nuggets apenas segurou sua vantagem durante toda a partida. O Nets não foi eficaz e nunca assustou a comodidade no placar, nem com o ajuda do árbitro Dick Bavetta – conhecido pela Liga por tentar equilibrar as partidas com falsas interpretações – que chegou a aprontar das suas.

A conforto no marcador era tamanho, que o Nuggets conseguiu vencer mesmo cometendo 22 perdas de bola, liderado pela péssima partida de Kenyon Martin, que contribuiu com 5 turnovers, além de acertar apenas 2 em 10 arremessos.

A vantagem no marcador se elevou e chegou a estar em 23 pontos no início do terceiro período, acabando com qualquer tentativa de reação tardia dos visitantes. Depois dos titulares sentarem e os reservas entrarem apenas para gastar o cronômetro, o Nets manteve os titulares e reduziu a diferença para 10 pontos, porém, a boa atuação de Ty Lawson e J.R. Smith determinou mais uma vitória da equipe, e o placar de 101 a 87.

Foi a 16ª sexta vitória seguida do Nuggets no Pepsi Center em temporada regular, não perdendo em seus domínios desde março deste ano. Com o triunfo, o Nuggets se mantém na liderança da Divisão Noroeste e em terceiro lugar no Oeste.

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Destaques

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Denver Nuggets

Carmelo Anthony: 27 pontos, 6 rebotes, 4 assistências, 10-18 nos FG

Nenê Hilario: 17 pontos, 9 rebotes, 5 roubos, 8-13 nos FG

Arron Afflalo: 15 pontos, 8 rebotes, 4 assistências, 6-8 nos FG

J.R. Smith: 13 pontos

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New Jersey Nets

Devin Harris: 19 pontos, 7 rebotes, 6 assistências, 4-14 nos FG, 11-15 nos lances livres

Rafer Alston: 19 pontos

Terrence Williams: 14 pontos

Josh Boone: 7 pontos, 12 rebotes

Publicado por: Lucas Nicolau | 22 de novembro de 2009

Resumo (21/11/09): A volta do Billups Time!

Chauncey Billups volta a liderar equipe, e comanda a reação do Denver Nuggets para vencer o Chicago Bulls, com show de Carmelo Anthony e J.R. Smith no final.

 

Pepsi Center sempre de braços abertos para Carmelo Anthony

Depois da equilibrada e dramática partida do último dia 10, quando a vitória sorriu para a franquia do Colorado, após os replays confirmarem que no estouro do cronômetro a bola ainda estava nas mãos de Brad Miller, a partida de ontem foi mais atípica.

 

Com Melo mal nos arremessos no início de partida e com Billups mostrando-se o mesmo jogador tímido que não chegou a 10 pontos nas últimas três participações, o Nuggets disputou o primeiro quarto sem energia alguma, apenas vendo Derrick Rose e Luol Deng marcarem 10 pontos cada, e liderarem o Bulls para uma fácil vitória até então: 27 a 14.

No segundo período, Melo começou a finalizar com maior perfeição suas jogadas, e com Ty Lawson na armação, a equipe desenvolvia um bom jogo ofensivo, melhorando muito, porém não conseguindo diminuir a diferença que se mantinha na casa dos dez pontos, por conta das bolas de longa distância da equipe de Illinois.

Billups estava devendo seu melhor basquete nas últimas atuações – onde acertara apenas 4 em 19 arremessos de quadra e nenhuma bola de 3 pontos em 7 tentativas – por causa de uma persistente dor nos joelhos, contudo, na noite de ontem, George Karl disse a Mr. Big Shot para arremessar com confiança, e assim o armador o fez.

Ao voltar para a partida no lugar de Melo, onde o Bulls vencia por 38 a 25, o camisa 1 começou seu show, acertando duas cestas dos 3 pontos seguidas, o que o motivou a distribuir melhor a bola, fazendo a equipe crescer na partida.

Com Chris Andersen e Nenê fechando o garrafão, e com 14 pontos de Billups no período, o Nuggets reagiu, marcou 35 pontos, e foi para o intervalo perdendo por apenas 3 pontos: 52 a 49.

Birdman, aliás, que voltou a atuar na partida de ontem mesmo ainda sentindo a tendinite em seu joelho direito, porém, o camisa 11 fez sua grande exibição até aqui, relembrando o energético ala-pivô da última temporada, dando bloqueios, roubando bolas e correndo bastante, saindo de quadra com 9 pontos, 5 rebotes, 2 roubos e 3 bloqueios.

“Eu acho que isso está incomodando ele esse tempo todo. Há momentos em que ele sai do jogo e pergunto-lhe: ‘Está tudo OK? Você quer continuar? ’ Nós estamos o controlando para que ele se sinta mais confortável e saudável. Ele se sente responsável por estar em quadra e ajudar-nos a ganhar um jogo”, afirmou o treinador George Karl, sobre a condição do “homem-pássaro”.

Na volta do terceiro período, Billups começou a armar a equipe com maestria, e com Melo chamando a responsabilidade (o ala marcou 15 pontos no período), e Kenyon Martin aparecendo bem no ataque, o Nuggets passou a frente no marcador, liderando em uma ainda equilibrada partida.

Foi quando J.R. Smith, que até o último lance do terceiro quarto tinha apenas 4 pontos, resolveu aparecer. Carmelo Anthony deu uma bela assistência no contra-ataque, e J.R. Smith finalizou com uma bela cesta dos 3 pontos, elevando a vantagem para 75 a 71 para o último quarto.

Logo na volta para o período final, a mesma jogada se repetiu por diversas vezes, Melo deu 5 assistências em sequência – duas como se fosse um quarterback do Denver Broncos, ainda no  garrafão de defesa  -, J.R. Smith somou 12 pontos até o final, e o Chicago Bulls, pressionado pelo euforia da torcida no Pepsi Center, cometeu erros bobos e saiu massacrado de quadra por 112 a 93.

Melo ainda converteu a cesta dos 3 pontos que levou a vantagem para 23 pontos, a pouco menos de três minutos para o fim, o que decretou o resultado. Nosso franchise terminou a partida com 30 pontos, continuando como cestinha da temporada, com 30,5 pontos em média, além de coletar ainda 11 rebotes e 7 assistências, quase conseguindo seu segundo triple double da carreira.

 

J.R. sempre na empolgação do torcedor

J.R. Smith teve mais uma “noite explosiva”, como Karl descreveu, totalizando 19 pontos, 4 assistências, além de converter 8 em 17 arremessos de quadra e 3 em 9 arremessos dos 3 pontos.

 

Com a vitória, o Nuggets se mantém invicto no Pepsi Center, além de voltar a figurar na liderança da Divisão Noroeste, além de ficar na cola do Dallas Mavericks, atual líder da Conferência. Karl comentou sobre a situação da equipe na classificação:

“Como eu disse, estou animado com o que pode acontecer. Estamos 9-4, e acho que todos sentem que estamos jogando um bom basquete” comentou.

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Destaques

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Denver Nuggets

Carmelo Anthony: 30 pontos, 11 rebotes, 7 assistências, 2 roubos, 12-25 nos FG

Chauncey Billups: 21 pontos, 5 assistências, 5-9 nos FG, 3-5 dos 3 pontos

J.R. Smith: 19 pontos, 4 assistências

Nenê Hilario: 10 pontos, 9 rebotes

Kenyon Martin: 8 pontos, 11 rebotes, 4 bloqueios

Chris Andersen: 9 pontos, 5 rebotes, 3 bloqueios

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Chicago Bulls

Derrick Rose: 28 pontos, 6 rebotes, 3 assistências, 11-20 nos FG

Luol Deng: 22 pontos, 4 bloqueios

Taj Gibson: 9 pontos, 12 rebotes, 2 roubos

Joakim Noah: 10 pontos, 8 rebotes

Kirk Hinrich: 9 pontos, 5 assistências

Publicado por: Lucas Nicolau | 21 de novembro de 2009

Resumo (20/11/09): Inconstância

Com Chauncey Billups irreconhecível, Denver Nuggets – sem contar com Chris Andersen – não se impõe, e é derrotado pelo Los Angeles Clippers na Califórnia.

Um astro na escuridão...

Sim, o Los Angeles Clippers entrou na partida de ontem com 4-9 na classificação da Liga. Sim, a equipe perdeu jogos para equipes muito piores que o Denver Nuggets (como o Memphis Grizzlies, por exemplo).

Porém, devemos frisar que o Clippers é uma equipe qualificada, que tem Baron Davis, Marcus Camby e Kris Kaman no elenco, além de jovens de muito potencial como Blake Griffin e Eric Gordon, e que só está nessa situação devido a inúmeros problemas de contusão, além da possível incapacidade do treinador Mike Dunleavy em mudar os rumos da franquia já a algum tempo.

Mas o Nuggets teve uma daquelas noites a se esquecer, cometendo inúmeros turnovers, agindo passivamente na defesa e sendo incapaz na criação das jogadas, muito por conta, da péssima exibição de Chauncey Billups.

O experiente e espetacular armador fez uma de suas piores participações pela franquia, somando apenas 5 pontos, acertando apenas 1 de seus 5 arremessos, além de distribuir 7 assistências.

“Foi uma partida muito, muito decepcionante. De alguma maneira, devemos entender que somos a partida da vida de todos agora”, disse Billups após a partida, reafirmando mais uma vez que o Nuggets tem que entrar em quadra agressivo e determinado, pois é potencial candidato ao título e todos querem mostrar que podem vencê-los.

A equipe entrou pensando que a partida seria tranquila e que a vitória viria a qualquer momento, assim foi dominada pelo Clippers até o último período, quando já era tarde para uma reação no marcador.

“Como tentei avisar as pessoas antes do jogo, depois dos quatro primeiros jogos, eles estão jogando bem”, comentou o treinador George Karl, sobre o basquete apresentado ultimamente pelo adversário.

O melhor momento da franquia do Colorado foi logo ao início, quando Carmelo Anthony abusou da marcação de Al Thornton, acertando seus 6 primeiros arremessos, saindo do primeiro quarto com 17 pontos, com 26 a 14 no marcador, depois de estar vencendo por dez pontos: 24 a 14.

Todavia, a partir dali o Clippers começou a definir seu triunfo. Foram 17 pontos seguidos, colocando uma vantagem de 31 a 26 no marcador, com grande atuação do ala-armador Rasual Butler e dos pivôs Kris Kaman e DeAndre Jordan, que abusaram da fragilidade na marcação de perímetro dos visitantes, além da falta de Birdman no garrafão – Malik Allen fez uma exibição terrível -.

O banco do Nuggets fazia uma partida muito abaixo do que vinha apresentando, com Ty Lawson sofrendo na marcação e J.R. Smith que não fez um único ponto se quer no primeiro tempo. Mesmo após melhoria, em toda a partida, os reservas do Nuggets somaram apenas 21 pontos contra 54 do Clippers (Rasual Butler terminou a partida com 27 pontos).

Nos quartos seguintes, a vantagem só aumentava e a derrota já era dada como certa, logo que na metade do terceiro período, a diferença estava na casa dos 19 pontos (80-61). Kris Kaman, que é grande candidato a participar do All-Star game desta temporada, era muito bem marcado por Nenê no post, porém, o pivô tinha facilidade em achar seus companheiros livres, fazendo o jogo da equipe da casa fluir.

Foi quando a pouco menos de quatro minutos para o fim do terceiro período, o treinador George Karl resolve deixar o quinteto Lawson, J.R. Smith, Joey Graham, Melo e Nenê em quadra, sacando Billups, Afflalo e Martin.

Assim, o Nuggets começa uma incrível reação, apostando na velocidade de Lawson e J.R. Smith, e no poder de marcação de Graham, somando 30 pontos em sequência, contra apenas 13 da equipe angelina, reduzindo o placar para apenas 92 a 90, fazendo o partida pegar fogo.

Porém, com atuação questionável da arbitragem, o Nuggets sofreu com faltas desde então, e o Clippers conseguir sustentar a vitória. J.R. Smith ainda tentou uma reação com uma cesta dos 3 pontos, mas que não obteve continuidade.

Como únicos destaques do Nuggets no partida, ficaram Ty Lawson, Nenê Hilario, e como sempre, Carmelo Anthony.

Melo foi mais uma vez o cestinha da partida, dessa vez somando 37 pontos, o que faz o ala assumir a liderança no ranking de maior cestinha da temporada, batendo Kobe Bryant, chegando a 30,5 de média. Melo acertou 12 em 20 arremessos, além de 12 em 13 lances livres.

Nenê ainda tentou ajudar...

Nenê fez um ótimo trabalho na marcação de Kaman, reduzindo-o a apenas 13 pontos (o pivô detinha mais de 21 pontos por partida em média), além de somar 18 pontos, 12 rebotes e 3 bloqueios, acertando 8 em 14 arremessos de quadra.

Ty Lawson mostrou que já é um jogador confiável, que encara a pressão de frente, sendo o armador da equipe na tentativa de reação ao final, além de acertar importantes bolas dos 3 pontos, o que não é sua especialidade, e o que Billups não o fez.

O Clippers não vencia o Nuggets desde 21 de novembro de 2007, a exatamente dois anos.

Nota:

Birdman não atuou devido a sua tendinite no joelho direito, mas como informado antes, ele não tem nenhum dano estrutural na região, e apenas foi poupado da partida.

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Destaques

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Denver Nuggets

Carmelo Anthony: 37 pontos, 6 rebotes, 4 assistências, 2 roubos, 12-20 nos FG, 12-13 nos lances livres

Nenê Hilario: 18 pontos, 12 rebotes, 3 roubos, 8-14 nos FG

Ty Lawson: 12 pontos

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Los Angeles Clippers

Rasual Butler: 27 pontos, 8-15 nos FG, 7-7 nos lances livres

Kris Kaman: 13 pontos, 7 rebotes, 6 assistências, 3 bloqueios

Al Thornton: 18 pontos

Baron Davis: 12 pontos, 9 assistências, 6 rebotes

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